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Rafael Rodrigo Silveira

Rafael Rodrigo Silveira

July 07

Roteadores Homologados pela NET

Aqui vai uma dica para você que tem problemas de queda de coneção quando conecta roteadores no Virtua.

Seguem roteadores e adaptadores homologados pela NET que podem ser conectados sem problemas que nao vai ficar acontecendo aquele problema chato com sua coneção.


ou veja no proprio site da NET
http://nettv.globo.com/NETServ/br/servico/roteadores.jsp

March 08

A História dos computadores e da computação

sexta-feira, 6 de março de 2009

Conheça os principais computadores usados desde a antiguidade até os dias de hoje.

Hoje em dia, os computadores estão presentes em nossa vida de uma forma  nunca vista anteriormente. Sejam em casa, na escola, na faculdade, na empresa, ou em qualquer outro lugar, eles estão sempre entre nós. Ao contrário do que parece, a computação não surgiu nos últimos anos ou décadas, mas sim há mais de 7 mil anos atrás.
Por este motivo, desenvolvemos este artigo, que conta a história e a evolução da computação e dos computadores em geral, desde a antiguidade até os dias de hoje. Desta maneira, você poderá ficar por dentro das principais formas de computação utilizadas pela humanidade. O texto está dividido em 4 partes e irá abordar temas diversos como ábaco: máquina de pascal, lógica de Boole, computadores mainframes, Steve Jobs, Bill Gates, entre vários outros.
Para começar, vamos falar sobre uma forma de calcular muito simples mas que também foi muito útil nas culturas antigas: o ábaco.

Ábaco, a primeira calculadora da história

clip_image002Muitos povos da antiguidade utilizavam o ábaco para a realização de cálculos do dia-a-dia, principalmente nas áreas de comercio de mercadorias e desenvolvimento de construções civis. Ele pode ser considerado como a primeira máquina desenvolvida para cálculo, pois utilizava um sistema bastante simples, mas também muito eficiente na resolução de problemas matemáticos. É basicamente um conjunto de varetas de forma paralela, que contém pequenas bolas que realizam a contagem.
Seu primeiro registro é datado no ano de 5500 a.c., pelos povos que constituíam a Mesopotâmia. Contudo, o ábaco também foi usado posteriormente por muitas outras culturas: Babilônia, Egito, Grécia, Roma, Índia, China, Japão, etc. Cada um destes povos possui uma versão de específica desta máquina, entretanto, preservando a sua essência original. Seu nome roma antiga era "Calculus", termo de onde a palavra cálcuo foi derivada.
O fato deste instrumento ter sido difundido entre todas estas culturas se deve principalmente a dois fatores. O contato entre povos distintos é o primeiro deles, o que fez com que o ábaco fosse copiado de um lugar para vários outros no mundo. Por outro lado, a necessidade da representação matemática fez com os sistemas de contagens utilizados no cotidiano fossem implementados de forma mais prática.
Sobre as operações matemáticas, ele é bastante útil para a soma e subtração. Já a multiplicação e divisão, o ábaco comum não é muito recomendado, somente algumas versões mais complexas que padrão.

Régua de Cálculo

Durante vários séculos, o ábaco foi sendo desenvolvido e aperfeiçoado, sendo a principal ferramenta de cálculo por muito tempo. Entretanto, os principais intelectuais da época do renascimento necessitavam descobrir maneiras mais eficientes de efetuar cálculos. Logo, em 1638, depois de Cristo, um padre inglês chamado William Oughtred , criou uma tabela muito interessante para a realização de multiplicações muito grandes. A base de sua invenção foram as pesquisas sobre logaritmos, realizadas pelo escocês John Napier.

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Até este momento, a multiplicação de números muito grandes era algo muito trabalhoso e demorado de ser realizado. Porém, Napier descobriu várias propriedades matemáticas interessantes e as deu o nome de logaritmos.  Após, disso, multiplicar valores se tornou uma tarefa mais simples.
O mecanismo do William era consistido de um régua que já possuía uma boa quantidade de valores pré-calculados, organizados em forma que os resultados fossem acessados automaticamente. Uma espécie de ponteiro indicava o resultado do valor desejado.
Máquina de Pascal
Apesar da régua de cálculo de William Oughtred ser útil, os valores presentes nela ainda eram pre-definidos, o que não funcionaria  para calcular números que não estivessem presentes na tábua. Pouco tempo depois, em 1642, o matemático francês Bleise Pascal desenvolveu o que pode ser chamado da primeira calculadora mecânica da história, a máquina de Pascal.

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Seu funcionamento era baseado no uso de rodas interligadas, que giravam na realização dos cálculos. A ideia inicial de Pascal era desenvolver uma máquina que realizasse as quatro operações matemáticas básicas, o que não aconteceu na prática, pois ela era capaz apenas de somar e subtrair. Por esse motivo, ela não foi muito bem acolhida na época.
Alguns anos após a Máquina de Pascal, em 1672, o alemão Gottfried Leibnitz conseguiu o que pascal não tinha conseguido, criar uma calculadora que efetuava a soma e a divisão, além da raiz quadrada.

O Advento da programação funcional
Em todas as máquinas e mecanismos mostrados na parte 1, as operações já estavam previamente programadas, não sendo possível inserir novas funções. Contudo, no ano de 1801, o costureiro Joseph Marie Jacquard desenvolveu um sistema muito interessante nesta área.
A indústria de Jaquard atuava no ramo de desenhos em tecidos, tarefa que ocupava muito tempo de trabalho manual. Vendo este problema, Joseph construiu a primeira máquina realmente programável, com o objetivo de recortar os tecidos de forma automática.
Tal mecanismo foi chamado como Tear Programável, pois aceitava cartões perfuráveis com entrada do sistema. Desta maneira, Jaquard perfurava o cartão com a desenho desejado, e a máquina o reproduzia no tecido. A partir desse momento, muitos esquemas foram influenciados pelo Tear, incluindo o que vamos explicar logo abaixo.

A Máquina de Diferenças e o Engenho Analítico

No ano de 1822, foi publicado um artigo científico que prometia revolucionar tudo o que existia até o exato momento, no ramo do cálculo eletrônico. O seu autor, Charles Babbage, afirmou que sua máquina era capaz de calcular funções de diversas naturezas (trigonometria, logaritmos), de forma muito simples. Este projeto possuía o nome de Máquina de Diferenças.

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Houve um grande boom na época por causa disso, pois as ideias aplicadas no projeto estavam muito a frente do seu tempo. Por causa de limitações técnicas e financeiras, a Máquina de Diferenças só pôde ser implementada muitos anos depois.
clip_image008Após um período, no ano de 1837, Babbage lançou uma nova máquina, chamado de Engenho Analítico (Máquina Analítica). Ela aproveitava todos os conceitos do Tear Programável, como o uso dos cartões.  Além disso, instruções e comandos também poderiam ser informados pelos cartões, fazendo uso de registradores primitivos. A precisão chegava a 50 casas decimais.
Novamente, ela não pôde ser implementada naquela época, pelo mesmo motivo de limitações técnicas e financeiras. Simplesmente a tecnologia existente não era avançada o suficiente   para a execução do projeto. Contudo, a contribuição teórica de Babbage foi tão grande, que muitas de suas idéias são usadas até hoje.
A Teoria de Boole
Se Babbage é o avô da computador do ponto de vista de arquitetura de hardware, o matemático George Boole pode ser considerado o pai da lógica moderna. Boole desenvolveu, em 1847, um sistema lógico que reduzia a representação de valores através de dois algarismos: 0 ou 1.
Em sua teoria, o número “1” tem significados como: ativo, ligado, existente, verdadeiro. Por outro lado, o “O” representava o inverso: não ativo, desligado, não existente, falso.  Para representar valores intermediários, como “mais ou menos” ativo, é possível usar dois ou mais algarismos(bits) para a representação. Por exemplo:

  • 00 – desligado
  • 01 – carga baixa
  • 10 – carga moderada
  • 11 – carga alta

Todo o sistema lógico dos computadores atuais, inclusive o do qual você está usando, usa a teoria de Boole de forma prática. Para mais informações sobre o assunto, visite o seguinte artigo.
Máquina de Hollerith
O conceito de cartões desenvolvidos na máquina de Tear Programável também foi muito útil para a realização do censo de 1890, nos estados unidos. Nessa ocasião, Hermann Hollerith desenvolveu uma máquina que acelerava todo o processo de computação dos dados computados.
Ao invés da clássica caneta para marcar X em “sim” e “não” para perguntas como sexo, idade, os agentes do censo perfuravam estas opções nos cartões. Uma vez os dados coletados, o processo de computação da informação demorou aproximadamente 1/3 do comum.  Foi praticamente uma revolução na maneira de se coletar dados.

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Aproveitando todo o sucesso ocasionado por sua máquina, Hollerith fundou sua própria empresa, a Tabulation Machine Company, no ano de 1896. Após algumas fusões com outras empresas e anos no comando do empreendimento, Hoolerith veio a falecer. Quando um substituto assumiu o seu lugar, em 1916,  o nome da empresa foi alterado para Internacional Business Machine, a mundialmente famosa IBM.

Computadores Pré-modernos
Na primeira metade do século XX, várias computadores mecânicos foram desenvolvidos, sendo que com o passar do tempo, componentes eletrônicos foram sendo adicionados aos projetos. Em 1931, Vannevar Bush implementou um computador com uma arquitetura binária propriamente dita, usando os bits 0 e 1.  A base decimal exigia que a eletricidade assumisse 10 voltagens diferentes, o que era muito difícil de ser controlado. Por isso, Bush fez uso da lógica de Boole, onde somente dois níveis de voltagem já eram suficientes.
A segunda guerra mundial foi um grande incentivo no desenvolvimento de computadores, visto que as máquinas cada vez mais estavam se tornando mais úteis em tarefas de desencriptação de mensagens inimigas e criação de novas armas mais inteligentes.  Entre os projetos desenvolvidos neste período, o que mais se destacou foi o Mark I, no ano de 1944, criado pela Universidade de Harvard (EUA), e o Colossus, em 1946, criado por Allan Turing.

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Sendo uma das figuras mais importantes da computação, Allan Turing focou sua pesquisa na descoberta de problemas formais e práticos que poderiam ser resolvidos através de computadores. Para aqueles que apresentavam solução, foi criada a famosa teoria da “Máquina de Turing”, que através de um número finito de operações, resolvia problemas computacionais de diversas ordens diferentes. A máquina de Turing foi colocada em prática através do Computador Colosssus, citado acima.
Computação moderna
A computação moderna pode ser definida pelo uso de computadores digitais, que não utilizam componentes analógicos com base de seu funcionamento. Ela pode ser dividida em várias gerações:
Primeira Geração (1946 - 1959)
A primeira geração de computadores modernos tinha com principal característica o uso de válvulas eletrônicas, possuindo dimensões enormes. Eles utilizavam quilômetros de fios, chegando a atingir temperaturas muito elevadas, o que frequentemente causava problemas de funcionamento.  Normalmente, todos os programas eram escritos diretamente na linguagem de máquina.  Existiram várias máquinas dessa época, contudo, vamos focar no ENIAC, que foi a famosa de todas.
ENIAC
No ano de 1946, ocorreu uma revolução no mundo da computação, como o lançamento do computador ENIAC (Electrical Numerical Integrator and Calculator), desenvolvido pelos cientistas norte-americanos John Eckert e John Mauchly. Esta máquina era em torno de 1000 vezes mais rápida que qualquer outra que existia na época.

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A principal inovação nesta máquina é a computação digital, muito superior aos projetos mecânicos-analógicos desenvolvidos até o exato momento. Com o ENIAC, a maioria das operações eram realizadas sem a necessidade de movimentar peças de forma manual, mas sim somente pela entrada de dados no painel de controle. Cada operação podia ser acessada através de configurações padrões de chaves e switches.
As dimensões desta máquina são muito grandes, com aproximadamente 25 metros de comprimento por 5,50 m de altura. O seu peso total era de 30 toneladas. Esse valor representa algo como um andar inteiro de um prédio.  
Segunda Geração (1959 - 1964)
Na segunda geração, houve a substituição das  válvulas eletrônicas por transístores, o que diminiu em muito tamanho do hardware. A tecnologia de circuitos impressos também foi criada, assim evitando que os fios e cabos elétricos ficassem espalhados por todo lugar. É possível dividir os computadores desta geração em duas grandes categorias: supercomputadores e mini-computadores.
clip_image014IBM 7030
O IBM 7030, também conhecido por Strech, foi o primeiro supercomputador lançado na segunda geração, desenvolvido pela IBM. Seu tamanho era bem reduzido comparado com máquinas como o ENIAC, podendo ocupar somente uma sala comum. Ele era utilzado por grandes companhias, custando em torno de 13 milhões de dólares na época. 
Esta máquina executava cálculos na casa dos microssegundos, o que permitia até um milhão de operações por segundo.  Desta maneira, um novo patamar de velocidade foi atingido. Comparado com os da primeira geração, os supercomputadores, como o IBM 7030, eram mais confiáveis.
Várias linguagens foram desenvolvidas para os computadores de segunda geração, como Fortran, Cobol e Algol. Assim, softwares já poderiam ser criados com mais facilidade Muitos Mainframes (modo como as máquinas dessa época são chamadas) ainda estão em funcionamento em várias empresas no dias de hoje, como na própria IBM.

PDP-8

PDP-8 foi um dos mini-computadores mais conhecidos da segunda geração. Basicamente, foi uma versão mais basica do supercomputador, sendo mais atrativo do ponto de vista financeiro (centenas de milhões de dólares).  Eram menores do que os supercomputadores, mas mesmo assim ainda ocupavam um bom espaço no cômodo.
Terceira geração (1964 – 1970)
clip_image016Os computadores desta geração foram conhecidos pelo uso de circuitos integrados, ou seja, permitiram que uma mesma placa armazenasse vários circuitos que se comunicavam com hardwares distintos ao mesmo tempo. Desta maneira, as máquinas se tornaram mais velozes, com um número maior de funcionalidades. O preço também diminuiu consideravelmente.
Um dos principais exemplos da Terceira geração é o IBM 360/91, lançado em 1967, sendo um grande sucesso em vendas na época. Esta máquina já trabalhava com dispositivos de entrada e saída modernos para a época, como discos e fitas de armazenamento, além da possibilidade de imprimir todos os resultados em papel. 
O IBM 360/91 foi um dos primeiros a permitir programação da CPU por microcódigo, ou seja, as operações usadas por um processador qualquer poderiam ser gravadas através de softwares, sem a necessidade do projetar todo o circuito de forma manual.
No final deste período, houve um preocupação com a falta de qualidade nos desenvolvimento de softwares, visto que grande parte das empresas estavam só focadas no hardware.

Quarta geração (1970 até hoje)
A quarta geração é conhecida pelo advento dos microprocessadores e computadores pessoais, com a redução drástica do tamanho e preço das máquinas. As CPUs atingiram o incrível patamar de bilhões de operações por segundo, permitindo que muitas tarefas fossem implementadas agora. Os circuitos acabaram se tornado ainda mais integrados e menores, o que permitiu o desenvolvimento dos microprocessadores. Quanto mais o tempo foi passando, mais fácil foi comprar um computador pessoal. Nesta era, os softwares e sistemas se tornaram tão importantes quanto o hardware.
Altair 8800
O Altair 8800, lançado em 1975, revolucionou tudo o que era conhecido como computador até aquela época. Com um tamanho que cabia facilmente em uma mesa e um formato retangular, também era muito mais rápido que os computadores anteriores. O projeto usava o processador 8080 da Intel, fato que propiciou todo esse desempenho.

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Com todo o boom do Altair, um jovem programador chamado Bill Gates se interessou pela máquina, criando a sua linguagem de programação Altair Basic. O Altair funcionava através de cartões de entradas e saída, sem uma interface gráfica propriamente dita.

Apple, Lisa e Macintosh

clip_image019Vendo o sucesso do Altair, Steve Jobs (fundador da Apple) sentiu que ainda faltava algo no projeto: apesar de suas funcionalidades, este computador não era fácil de ser utilizado por pessoas comuns.  
Steve sempre foi conhecido por ter um lado artístico apurado, portanto, em sua opinião, um computador deveria representar de maneira gráfica o seu funcionamento, ao contrário de luzes que acendiam e apagavam. Por isso, o Apple I, lançado em 1976, pode ser considerado como o primeiro computador pessoal, pois acompanhava um pequeno monitor gráfico que exibia o que estava acontecendo no PC. Como o sucesso da máquina foi muito grande, em 1979 foi lançado o Apple II, que seguia a mesma ideia.
Seguindo na mesma linha, com os computadores Lisa (1983)  e Macintosh(1984), foram os primeiros a usarem o Mouse e possuírem a interface gráfica como nós conhecemos hoje em dia, com pastas, menus e área de trabalho. Não é um preciso dizer que esses PC tiveram um sucesso estrondoso, vendendo um número enorme de máquinas. 
Microsoft e os processadores Intel
Paralelamente a Apple, Bill Gates fundou a Microsoft, que também desenvolvia computadores principiais. No começo de sua existência, no final dos anos 70 e até meados dos anos 80, Gates usou as ideias contidas nas outras máquinas para construir a suas próprias. Utilizando processadores 8086 da Intel, o primeiro sistema operacional da Microsof, MS-DOS, estava muito aquém dos desenvolvidos por Steve Jobs. Por esse motivo, Bill Gates acabou criando uma parceria com Jobs, e após algum tempo, copiou toda a tecnologia gráfica do Macintosh para o seu novo sistema operacional, o Windows.
Desta forma, em meados dos anos 80, O Machintosh e o Windows se tornaram fortes concorrentes. Com a demisão de Steve Jobs da Apple, a empresa acabou muito enfraquecida. Assim, a Microsoft acabou se tornando a líder do mercado de computadores pessoais. Desta aquela época, vários processadores da Intel foram lançados, acompanhados de várias versões de Windows. Entre os modelos da  Intel, podemos citar: 8086, 286, 386, 486, Pentium, Pentium 2, Pentium 3, Pentium 4, Core 2 Duo, i7. A AMD entrou no ramo de processadores em 1993, com o K5, lançando posteriormente k6, k7, Atlhon, Duron, Sempron, entre outros.

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Todos os computadores pessoais novos que são lançados atualmente, são bastante derivados das idéias criadas pela Apple e pela Microsoft.

Multi-core

Uma das principais tendências dos últimos anos do mercado de desktops é o chamado “multi-core”, que consiste em vários processadores trabalhando paralelamente. Assim, as tarefas podem ser divididas e executadas de maneira mais eficiente. No início da década de 2000, os transístores usados no processador já estavam muito pequenos, causando um aquecimento maior que o normal. Desta maneira, foi necessário dividir a CPU em vários núcleos. Para mais informações, clique aqui.
Computação de Bolso
clip_image022Finalizando este artigo, vamos falar sobre a computação de bolso, que está cada vez mais presentes nas nossas vidas. De alguns anos para cá, cada vez mais computadores móveis são lançados no mercado, os quais podem ser carregados dentro do bolso, por isso o seu nome.
Entre estes dispositivos, podemos citar primeiramente os celulares, que cada vez mais executam funções existentes nos computadores, possuindo sistemas operacionais completos. Além deles, Palmtops, pendrives, mp3-9, câmeras fotográficas, tvs portáteis. 
Na verdade, a principal tendência do futuro, que já está ocorrendo agora,  é a união de muitas funcionalidades em um mesmo aparelho. Por isso, após alguns anos, vai ser muito comum que as pessoas tenham somente um único dispositivo portátil, que irá executar todas as tarefas desejadas. O IPhone, da Apple, é o aparelho portátil que se mais aproxima deste dispositivo único.

February 24

Possibilitando um Acesso Seguro a Partir de Qualquer Lugar no Mundo Conectado

Publicado em: 6 de fevereiro de 2007

Por Bill Gates, Presidente, Microsoft Corporation

Durante a última década, a tecnologia digital mudou o mundo de maneira profunda e emocionante. Hoje nós nos comunicamos instantaneamente com as pessoas de quem gostamos sem nos preocuparmos com as limitações tradicionais de tempo e lugar. No trabalho, colaboramos com nossos colegas em outras cidades. As redes de fornecimento global permitem que as empresas fabriquem produtos e os lancem no mercado com incrível rapidez e eficiência. Os dispositivos móveis garantem nossa produtividade não importa onde estivermos.

Estas mudanças, no entanto, são apenas o prenúncio do que está por vir. Sempre que passamos a trabalhar com informações, comércio e comunicações em formato digital, uma porta é aberta para um novo mundo de experiências conectadas que ligarão interesses e comunidades de forma contínua, se estendendo por nossos lares, escolas e locais de trabalho.

Neste momento, uma nova geração de tecnologia está transformando as expectativas acerca da forma como iremos conduzir negócios, nos comunicarmos, nos divertirmos, e muito mais. Cada vez mais, as pessoas vislumbram um mundo com acesso em qualquer lugar – um mundo no qual as informações, as comunidades e os conteúdos que elas valorizam estejam disponíveis de forma fácil e instantânea, não importa onde estiverem.

É claro que ainda não chegamos lá, mas isso não depende somente da capacidade de nossos dispositivos ou da velocidade de nossas conexões. Atualmente, a segurança é o maior desafio. Em última instância, o acesso em qualquer lugar depende de nossa capacidade para criação e compartilhamento de informações, sem medo de que elas sejam corrompidas, exploradas ou roubadas.

A resposta está na confiança - na criação de sistemas e processos que sejam sempre seguros para que pessoas e organizações possam ter um alto grau de segurança em relação à tecnologia que utilizam a fim de proteger suas identidades, informações e privacidade. Este é um imperativo que transcende qualquer empresa individualmente. O sucesso exigirá muito trabalho e cooperação entre empresas, governos, e organizações no mundo inteiro.

Confiança e segurança são prioridades para a Microsoft. Eu gostaria de compartilhar minhas idéias com vocês a respeito da natureza mutante da segurança e do trabalho que está sendo feito na Microsoft para avançarmos em termos de segurança computacional, e para ajudarmos a pavimentar o caminho das futuras experiências conectadas, baseadas em acesso fácil e seguro em qualquer lugar.

Conectividade e a Evolução do Cenário de Ameaças

Hoje, a conectividade – a base para o acesso em qualquer lugar – pode ser uma faca de dois gumes. A conectividade que agiliza o fluxo de informações e comunicações também pode abrir as portas para usuários maliciosos. Assim, da mesma forma que a fama costumava ser o maior fator de motivação aos ataques digitais, hoje o ganho financeiro está por trás da maioria das ameaças de segurança. Portanto, além de vírus e worms, precisamos enfrentar o spyware que registra teclas digitadas, os rootkits usados para seqüestrar computadores, e ameaças de engenharia social através das quais os criminosos tentam enganar as pessoas fazendo com que elas lhes forneçam dados pessoais para a exploração de informações digitais.

Qual a real extensão do problema? Nos Estados Unidos, só no ano passado, brechas na segurança – inadvertidas ou propositais e criminosas – expuseram informações pessoais de mais de 100 milhões de pessoas. Em 2005, 46% das denúncias de fraude reunidas pelo U.S. Federal Trade Commission eram relacionadas à Internet. Um relatório de 2006 da Cyber Security Industry Alliance concluiu que 50% dos usuários da Internet temiam que seu número de cartão de crédito fosse roubado. Nenhuma empresa está imune ao perigo. O malware tem como alvo produtos de praticamente todos os fornecedores de software. Toda e qualquer empresa está vulnerável aos riscos advindos do acesso não autorizado às informações corporativas.

Neste ambiente de ameaças em constante mutação, alcançar o equilíbrio certo é extremamente difícil. O acesso fácil acelera as comunicações, mas aumenta o perigo de exposição de informações confidenciais. Medidas de segurança severas reduzem os riscos, mas também podem dificultar o acesso de funcionários às informações, ou mesmo a comunicação com clientes e parceiros, além de se tornarem complexas a ponto de impedir que profissionais de TI possam implantar e gerenciar soluções.

O Caminho para a Confiança

Alcançar os níveis de confiança necessários para se ter experiências conectadas baseadas em acesso em qualquer lugar requer um esforço conjunto de todos os envolvidos para mudarmos a forma como lidamos com identidades digitais, construímos redes, e protegemos informações.

A evolução da identidade: A proliferação de identidades e sistemas de identidades é um problema significativo e um desafio e tanto. Todos nós temos dificuldades em memorizar um número cada vez maior de nomes de usuários e senhas conforme passamos de um sistema para outro, em casa e no trabalho. Por ser improvável que um único sistema ou tecnologia digital seja universalmente adotado, uma abordagem diferente é necessária - uma abordagem baseada na criação de um sistema de sistemas que forneça a interoperabilidade necessária para conectar todas as soluções e tecnologias. Este "meta-sistema de identidades" será capaz de se beneficiar dos pontos fortes das tecnologias de identidades já existentes e futuras e, ao mesmo tempo, possibilitar a criação de uma interface do usuário objetiva e consistente. As soluções baseadas neste meta-sistema permitirão que identidades digitais sejam gerenciadas e protegidas de forma fácil e eficiente.

A evolução das redes: Para eliminar a tensão entre fornecer o acesso e a manter a segurança, é essencial que haja novas tecnologias para o gerenciamento da forma como as pessoas e as informações se movem entre as redes corporativas e a Internet. Diante de um ambiente de ameaças que evolui rapidamente, trabalhar apenas com firewalls – uma ferramenta fundamental atualmente para o gerenciamento da segurança na rede – não é adequado. Uma melhor abordagem é a segurança baseada em políticas. Com a segurança baseada em políticas, as regras que governam as redes, os recursos, e as informações podem ser aplicadas de forma contínua em diferentes plataformas e dispositivos.

A evolução da proteção: É impossível não enfatizar a importância de se fornecer os níveis certos de privacidade e proteção de dados para que os usuários possam confiar na segurança de suas informações. Para tanto, precisamos ser capazes de proteger as informações não apenas enquanto elas estão em trânsito, como fazemos atualmente através da criptografia, mas também no servidor, na estação de trabalho, no dispositivo móvel, e em qualquer lugar onde elas possam estar. As políticas também têm um papel importante na evolução da proteção. Ao aplicar uma política quando as informações são criadas, podemos permitir que estas informações fluam livremente e de forma segura entre sistemas e redes ao mesmo tempo em que temos controle sobre como elas estão sendo usadas e por quem.

Segurança, Confiança, e Privacidade: A Computação Confiável na Microsoft

Na Microsoft, a Computação Confiável fornece a base para o trabalho que fazemos para criar experiências computacionais confiáveis. Anunciada cinco anos atrás, a Computação Confiável é um princípio básico que coloca segurança, confiabilidade, e privacidade no centro de todos os nossos esforços. Um exemplo do impacto da Computação Confiável é o Ciclo de Vida de Desenvolvimento Seguro - Secure Development Lifecycle – um rigoroso processo de desenvolvimento de software que enfoca a segurança como ponto crucial em cada linha de código escrita.

A Computação Confiável é uma razão importante pela qual o Windows Vista é o sistema operacional mais seguro já criado pela Microsoft. Desenvolvido do zero usando o processo de Ciclo de Vida de Desenvolvimento Seguro, o Windows Vista inclui novos recursos de segurança que ajudam os usuários de computadores a proteger informações confidenciais e proporciona aos administradores de TI novas maneiras de proteger a rede corporativa e preservar a integridade e confidencialidade dos dados.

O Windows Vista também oferece novos controles que permitem aos pais gerenciar exatamente aquilo que seus filhos podem fazer no computador. Estes controles permitem aos pais restringir o uso do computador a horários específicos e determinar quais jogos as crianças podem jogar, quais programas elas podem usar, e quais sites podem acessar.

O 2007 Microsoft Office system e o Microsoft Exchange Server 2007 também foram construídos com base no Ciclo de Desenvolvimento Seguro, e eles incluem uma gama de novos recursos de segurança que ajudam a proteger o sistema contra golpes de phishing e outras ameaças à privacidade e à segurança das informações.

Juntos, o Windows Vista, o 2007 Office system e o Exchange Server 2007 representam um passo importante nos esforços da Microsoft para fornecer ferramentas que ajudam a proteger sua privacidade e suas informações. E nós continuamos focados no desenvolvimento de soluções de segurança abrangentes que fornecerão aos consumidores e empresas acesso mais seguro e controlado às informações e recursos da rede. Estes são alguns exemplos:

Windows Live OneCare: Um serviço abrangente para consumidores, o Windows Live OneCare gerencia automaticamente tarefas importantes relacionadas à segurança e manutenção do PC.

Microsoft Forefront: Projetado para empresas, o Microsoft Forefront é uma família de produtos de segurança que fornece proteção avançada contra as mais recentes ameaças e possibilita o acesso seguro em todos os sistemas operacionais clientes, servidores de aplicações e borda de rede, com enfoque no gerenciamento simplificado e integração com a infra-estrutura já existente de TI.

Identity Lifecycle Manager 2007: Tendo como alicerce o Microsoft Identity Integration Server, o Identity Lifecycle Manager 2007 acrescenta novas capacidades para o gerenciamento de fortes credenciais e, ao mesmo tempo, oferece uma abordagem integrada que liga o provisionamento e o gerenciamento de senhas e certificados entre sistemas corporativos e o Windows.

Windows CardSpace: Um componente importante dos esforços da Microsoft no sentido de criar um meta-sistema de identidades, o Windows CardSpace permite que qualquer aplicação Windows forneça aos usuários uma forma em comum de se trabalhar com identidades digitais para que as pessoas possam usar suas identidades em qualquer máquina em execução em qualquer sistema operacional.

Alcançando uma Maior Confiança Através de Colaboração e Parcerias na Indústria

Para a confiabilidade se tornar uma realidade, os sistemas, processos, programas e aplicações devem trabalhar em conjunto de forma confiável e segura. Esta é uma razão importante pela qual a Microsoft está comprometida com a interoperabilidade: antes que as identidades digitais e as informações protegidas por segurança baseada em políticas possam transitar continuamente entre plataformas e dispositivos, os sistemas devem estar preparados para operarem entre si.

Atualmente, estamos trabalhando de perto com governos, organizações, e parceiros para criarmos e implementarmos padrões a serem adotados por toda a indústria a fim de permitir que sistemas e aplicações trabalhem juntos de modo que a conectividade possa ser contínua e abrangente, e que as pessoas possam acessar informações digitais com maior segurança, independente de onde estiverem ou qual dispositivo estiverem utilizando.

Estes são alguns exemplos de parcerias e iniciativas na indústria que têm como objetivo aumentar a interoperabilidade e aprimorar a confiança e a segurança:

Interop Vendor Alliance: Formado em novembro de 2006, este grupo global de fornecedores de software e hardware está trabalhando em conjunto para aprimorar a interoperabilidade através de testes baseados em cenários e compartilhamento de informações sobre soluções de interoperabilidade com seus clientes.

Microsoft Network Access Protection (NAP): Esta plataforma de execução de políticas presente no Windows Vista e Windows Server "Longhorn" ajuda a garantir que apenas dispositivos seguros possam acessar as redes. Mais de 100 parceiros de tecnologia nos setores de segurança e rede fazem parte do ecossistema NAP e possuem produtos que funcionam com o NAP.

SecureIT Alliance: Esta comunidade baseada na web foi criada para permitir que empresas desenvolvam, aprimorem e promovam aplicações que possam interoperar com a plataforma Microsoft. Uma central para profissionais de tecnologia de segurança, a SecureIT Alliance inclui mais de 100 membros no mundo inteiro.

Além disso, durante o desenvolvimento do Windows Vista, a Microsoft trabalhou lado a lado com as principais empresas de segurança, incluindo a Symantec e a McAfee para oferecer recursos técnicos de suporte, acesso aos testes de aplicações e laboratório de compatibilidade, bem como treinamento de desenvolvedores. Nosso objetivo é garantir que nossos parceiros tenham as informações que precisam para fornecer aos clientes uma ampla variedade de serviços e softwares de segurança que podem ajudá-los a tornar suar experiências computacionais ainda mais seguras assim que começarem a utilizar o Windows Vista.

Hoje, cerca de um bilhão de pessoas utiliza a tecnologia digital em suas rotinas diárias para se comunicarem, se conectarem e criarem coisas novas. Conforme continuamos a trabalhar em conjunto nesta indústria para criarmos confiança, conseguiremos proporcionar novas e incríveis experiências conectadas que transformarão a forma como as pessoas exploram idéias, vendem e compram bens e serviços, ensinam e aprendem, e compartilham experiências com amigos e familiares. Nesse processo, teremos a oportunidade de oferecer novos níveis de valores e emoção para cada uma das mais de um bilhão de pessoas, e centenas e milhares de outras mais.

Bill Gates

January 21

Ex-funcionários desmitificam trabalho dos sonhos no Google

Empregados que pediram as contas na empresa queixam-se do salário e da gerência em filiais

 

logo

Um dos orgulhos do Google, ser uma das melhores empresas para se trabalhar no mundo, pode ser desmitificado. Nem todos pensam na empresa, que oferece sushi e alta gastronomia gratuitamente aos empregados, como a um Nirvana laboral. Há quem prefira pedir as contas.

Mensagens eletrônicas trocada entre ex-funcionários de filiais trazem à tona os problemas comuns a qualquer empregado: salários baixos, carga horária elevada, gestores incompetentes, falta de benefícios e um processo de contrato nebuloso.

As mensagens foram enviadas ao Google depois que o buscador solicitou aos empregados desligados uma explicação para a demissão.

No geral, o Google ainda ganha pontos. A maioria dos e-mails manifesta uma opinião positiva sobre a empresa. E segundo o jornal britânico The Times, provavelmente a boa fama do Google é que gerou a insatisfação por muitos.

“Você lê tanto sobre como é maravilhoso trabalhar para o Google... pelos dois primeiros anos realmente foi. Antes de eu ir embora, era um local cheio de resmungos, pessoas talentosas subaproveitadas e uma estrutura que criou hostilidade e politicagem”, escreveu um ex-funcionário chamado Scott, que trabalhou na filial londrina do Google.

Os e-mails, muitas vezes grosseiramente francos, vazaram para o blog TechCrunch, e acabaram ganhando a rede, sendo editados apenas para evitar a identificação dos autores.

Um ex-funcionário revelou que a empresa chegou a prometer mais benefícios aos empregados, mudando de ideia posteriormente, ao perceber o custo. Ao informar da mudança de planos, Eric Shmidt, executivo da companhia, teria dito.

– As pessoas não vêm para o Google pelo dinheiro. Elas trabalham no Google por que querem mudar o mundo.

Mas há também mensagens que defendam o Google, dizendo que as práticas dentro da empresa eram consideravelmente melhores que em outras firmas.

Os motivos mais comuns para a demissão incluíam a alegação de que outras empresas pagariam mais (como a Microsoft), que seus chefes eram uns idiotas ou que se sentiam exaustas e estressadas.

A maioria das queixas se concentraram no processo de seleção, que além de levar meses, envolvia a avaliação de diretores da empresa antes da contratação. O buscador se defende:

– Nós acreditamos que vale a pena. Se você contrata ótimas pessoas intensamente envolvidas no processo, você terá funcionários melhores – disse um porta-voz da companhia.

Conforme o The Times, as queixas vão contra a imagem que o Google tem no mercado de trabalho. No ano passado, a empresa foi chamada de a melhor empresa no Reino Unido para se trabalhar. A mesma distinção foi obtida nos Estados Unidos, pela revista Fortune. Para empresa, isso prova que os descontentes são minoria.

– É claro que sempre haverá ex-empregados para quem o Google não será um lugar perfeito, mas para a vasta maioria, este não é o caso – completou o porta-voz ouvido pelo jornal britânico.

January 20

Sistemas de 32 e 64 bits

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"Tecnicamente um processador de 64bit garante maior poder de processamento, pois pode manipular o dobro de bits que um processador de 32bit pode manipular ao mesmo tempo. Alem disso, processadores de 64bit podem endereçar muito mais do que os 4Gb de memória que os processadores de 32bit endereçam. O problema é que para fazer uso dos 32bit adicionais, o software deve ser escrito para isso e, atualmente, sistemas operacionais e programas domésticos de 64bit ainda não são uma realidade.
Segundo os especialistas, sistemas operacionais, jogos e programas de 64bit só começarão realmente a inundar o mercado a partir de 2008. Até lá, quem fez a opção de adquirir esta nova tecnologia, terá de se contentar em ficar com o sistema subutilizado, assim como ocorreu com os antigos usuários do Intel 386 na década de 80.
Vamos as cálculos e aprenderemos a diferença física dos processadores 32 bit para os processadores 64 bit.
Quando temos processadores de32 bits ou 64 bits estamos falando dos bits internos que o processador possui, ou seja, representa a quantidade de instruções e dados que o processador consegue trabalhar simultaneamente. O processador de 32 bit pode manipular números de valor até 4.294.967.296 em uma única operação.
Se este o valor do número for superior ao mostrado acima, o processador terá de executar 2 operações, ou seja, mais tempo gasto.
E os processadores de 64bit ? Qual o número que ele poderá calcular em apenas 1 operação ?
Para calcular esse limite, basta fazer 2 elevado à quantidade de bits internos do processador.
2^64 = 18.446.744.073.709.551.616
Somente isto!


As nomenclaturas
Como são 2 as fabricantes de processador lideres de mercados, vamos as nomenclaturas que cada uma utiliza:
AMD64: originalmente chamado de x86-64, AMD64 (ou AMD64 ISA - Instruction Set Architecture) é o nome da tecnologia de 64 bits desenvolvida pela AMD. Um de seus destaques é o suporte às instruções de 32 bits (Legacy Mode);
EM64T: sigla para Extended Memory 64-bit Technology, o EM64T é tido como a interpretação do AMD64 feita pela Intel. Devido a isso, recebeu de alguns a denominação iADMD64 (o "i" faz referência à primeira letra do nome da Intel).
Incompatibilidade entre Hardware e Drivers
Devido as diferenças de Hardware, o IA64 e o x64 necessitam de versões binárias diferentes do sistema operacional.
Drivers compilados para x64 são compatíveis com implementações AMD64 e Intel EM64T. O quadro abaixo ilustra a interoperabilidade entre hardware e drivers:


Trabalhando com aplicações 32-bits no Windows 64-bits
Como sabemos a maioria das aplicações foram compiladas para as plataformas de 32-bits (processadores e sistemas operacionais).
Para permitir uma transição suave de 32 bit para o 64 bit, Microsoft, AMD e Intel desenvolveram produtos que trabalham com as 2 arquiteturas ao mesmo tempo, com desempenho igual ou superior aos sistemas executados sem emulação e total confiabilidade.
Para possibilitar o uso de aplicações 32-bits no Windows 64-bits é necessário o uso de uma camada de emulação x86, conhecida como WOW64 (Windows-On-Windows64). O sistema isola por completo as aplicações 32 bits e 64 bits, para que não ocorram conflitos entre arquivos ou no registro do Windows.


Modos de operação
Os processadores AMD64 e IA64T possuem 3 modos de operação diferentes
· Modo 32 bits: Ambos processadores AMD64 e EM64T atuarão exatamente como outros processadores compatíveis com IA-32 (32 bit) . É possível instalar um sistema operacional de 32 bits nestes sistemas e rodar programas 32 bits, entretanto, eles não serão capazes de fazer uso das novas funcionalidades exclusivas de 64 bits como endereçamento real de memória acima de 4GB ou dos registradores GPRs. Programas 32 bits irão rodar com a mesma velocidade que rodariam A maioria dos programas para IA-32 poderão rodar até mesmo mais rápidos que nas próprias plataformas aproveitando outras características implementadas na plataforma x64 que aumentam o desempenho.
· Modo de compatibilidade: É um modo intermediário do modo completo (full). Para rodar no modo de compatibilidade, é necessário instalar um sistema operacional de 64 bits com drivers de 64 bits. O modo de compatibilidade com um sistema operacional de 64 bits possibilita rodar programas de 32 bits sem modificações. Cada programa 32 bits deve estar limitado à no máximo 4 GB de memória física. Porém, este limite de 4 GB é imposto em um nível de pré-processo e não em um nível de sistema. Isso significa que cada processo de 32 bits neste sistema pode ter seu próprio bloco de memória de 4 GB de espaço de memória física (supondo que se tenha bastante memória física instalada). Isso é uma enorme vantagem comparada ao sistema IA-32, onde o kernel do sistema operacional e o programa têm que compartilhar os 4 GB de memória física. Este modo não suporta o antigo modo virtual 8086, apenas os programas que utilizam o modo-real e os de modo protegido de 16 bits podem rodar.
· Modo completo (full) de 64 bits: O último modo é o modo completo para 64 bits. A AMD se refere a este modo como "long mode” e a Intel trata como modo IA-32e. Este modo é ativado quando são executados programas de 64 bits em sistemas operacionais de 64 bits. Neste modo, um programa pode ter um espaço de endereçamento virtual de até 40 bits (cerca de 1 TB de memória endereçável). A quantidade de memória física será limitada pela quantidade de slots físicos de memórias DIMM. Programas que rodam no modo completo terão acesso à toda memória física instalada e às GPRs expandidas do sistema. Mas é importante entender que este modo de operação só estará ativo em um sistema operacional de 64 bits com drivers de 64 bits rodando programas de 64 bits.
Na arquitetura de 64 bit as versões Windows de 64 bit endereçam a memória RAM de maneira diferente. O sistema operacional é executado em endereços de memória acima de 32 bit (havendo memória RAM suficiente), permitindo que grandes blocos de memória RAM sejam disponibilizados para as aplicações sem a necessidade de compartilhamento do uso de memória.
Com esta arquitetura as aplicações podem receber blocos de 4GB de memória para endereçamento direto, reduzindo a paginação e permitindo que o desempenho das aplicações de 32 bit seja até superior nos sistemas x64 com Windows 64-bit, uma vez que além do melhor uso da memória RAM, o núcleo dos processadores x64 também executam instruções x86 diretamente."